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Bibliotecas, museus, teatros, arquivos: a vasta atividade
literária e cultural da cidade prova que ela não
é só maravilhosa pelas belas paisagens naturais e pela música
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Em 1934, o compositor baiano André Filho
(1906-1974) criou uma marchinha que 26
anos depois se tornaria oficialmente, por decreto,
o hino de São Sebastião do Rio de Janeiro:
Cidade Maravilhosa. O termo, na verdade, foi
cunhado pela primeira vez em referência ao município
pelo escritor maranhense Coelho Neto, em
um exemplar de 1908 do jornal A Notícia.
E não é só da conexão com a música que vem
essa característica indissociável da imagem carioca;
ela vem também da Literatura. Afinal, a cidade
foi capital colonial e, posteriormente, do Império
e da República (até 1960), atraindo sempre toda
gama de investimentos necessários para a estrutura
de um município dessa relevância e, assim,
concentrando boa parte das produções culturais.
Outros fatores também colaboraram, como um
favorável histórico educacional no Estado fluminense
o Rio tem, por exemplo, o maior índice de
universidades federais do Brasil.
A natureza que serve de berço ao Rio de Janeiro
atordoa: praias, montes, lagoas, rochedos, vegetação,
tudo se anima numa combinação inusitada e
luxuriante, especialmente nos dias claros, quando
o céu é azul. Chegar à baía de Guanabara de avião é
uma experiência inesquecível.
Mas quando se pensa no Rio, associações antagônicas
são inevitáveis: o contraste entre toda a
beleza do lugar e a miséria e violência.Um universo
no qual o crime governa, o Estado se decompõe
e a população se amedronta.
Mas na memória da maioria das pessoas, o Rio
ainda é o guardião de uma herança cultural inestimável
para o Brasil. É a cidade que recebe eventos
de repercussão internacional, como o Carnaval, o
Panamericano de 2007.E, especialmente, onde resiste
um legado literário que se confunde com a
memória nacional. Discutindo Literatura propõe
a seguir um roteiro básico de visitação desses
verdadeiros tesouros culturais.
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