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DIFÍCIL REGRA DE TRÊS...
 

 

 



A delicada relação entre escola particular, aluno e pais

 

Esta matéria toca o Ensino particular. Prometo escrever, em breve, outra sobre o Ensino público. A questão que me proponho discutir é a seguinte: a trindade escola/aluno/pais.

 

Hoje o Ensino particular é uma instituição que precisa de alunos. Os alunos precisam de Educação. E os pais querem Educação para seus filhos. Seria uma convergência feliz de necessidades e acordos, não fossem as variantes.


Vamos partir do ponto central, de onde tudo se irradia: a Educação. O que é ser um educador hoje, sob a influência de tantos outros estímulos, mídias e éticas provisórias que gravitam em torno do tripé juventude, beleza e dinheiro? Ninguém que esteja envolvido nesse processo sai incólume.


O aluno, ainda imaturo, tende a render-se aos apelos dessa tríade, caso não seja encaminhado pela família ou pela escola a questionar sua óbvia precariedade. O professor fica mais sábio, mas menos belo e menos rico, dado seu talento e vocação para uma atividade que não lhe rende muito dinheiro.

 

Existem também casos em que a sabedoria é esmagada pelo desânimo decorrente da frustração de suas intenções e a realidade bruta do descaso de alguns alunos e da ausência de certas famílias, e/ou, pior, da falta de respaldo da própria escola que permite ao aluno fazer suas próprias regras. E os pais, cada vez mais comprometidos com seu próprio trabalho, para poderem pagar a mensalidade da escola e manter a família, ou cobram dos garotos o tal desempenho, ou se alienam, por exaustão.

 

Claro está que existem boas escolas, preocupadas em dar a seus alunos toda a assistência pedagógica e psicológica. Conheço-as como mãe e como professora. Nesses estabelecimentos de ensino, o aluno não é apenas um número, ou um “cliente” a ser satisfeito; ele é a nossa preocupação maior, nossa razão de ser. Nessas escolas o professor tem autonomia e respeito; os pais, segurança; e os alunos, Educação de qualidade e no sentido amplo: não apenas os conteúdos são ministrados com competência, mas também questões como ética e convívio estão permanentemente em pauta.


Claro também deve estar que a maioria dos pais está ligadíssima na vida de seus filhos, e estes por sua vez, reconhecem o trabalho de um profissional dedicado, afeiçoado ao seu ofício.

 




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