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OUTRO POETA QUE
(AINDA)
NÃO FOI PRA ESCOLA!
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Vivemos tristes tempos em que
a poesia nada de costas porque
o rio da cultura, além de raso, é infestado de piranhas mal
letradas. Mas é bem triste chegar
numa escola e ver alunos e professores
mais por fora da poesia
contemporânea que umbigo de
uma big brother brasil.
Acorda, gente, e levem o Celso de Alencar para dentro das
salas de aula que ele merece. Se
não encontrarem seus livros com
facilidade, escrevam direto para
o autor e solicitem poemas.
Poeta e declamador paraense, Celso de Alencar está radicado
em São Paulo desde 1972.
Sobre ele, o poeta e crítico Cláudio
Willer afirma que se trata do
mais enfático poeta contemporâneo
brasileiro, enquanto o compositor
e poeta Jorge Mautner o
considera um poeta da 4ª dimensão,
escandalizador e libertador
de almas. É reconhecido entre os
grandes talentos da geração 70. A
convite, apresentou-se na Inglaterra,
França e em Portugal. É tradutor
da poesia do nicaragüense Rubén Darío e intérprete da poesia
de Mao Tsé-Tung. É autor
de Tentações (1979), Salve Salve
(1981), Arco Vermelho (1983), Os
Reis de Abaeté (1985), O Pastor
(1994, infanto-juvenil), O Primeiro
Inferno e Outros Poemas (1994
e 2001), Sete (2002), A Outra Metade
do Coração (CD – antologia
poética) e Testamentos (2003),
além de ter participado de diversas
antologias e ter publicado em
revistas e periódicos.
DISCUTINDO LITERATURA – Quem é você na poesia brasileira hoje?
CELSO DE ALENCAR – Sou apenas
um camarada que luta pela própria
sobrevivência dentro da poesia.
Um camarada que observa a
poesia como alicerce natural de
um processo no qual se evidenciam
o homem, a imagem e a invenção.
Um camarada que julga
estranho esse gênero literário por
acreditar que contribua incisivamente
para se alcançar a revolução.
A do conhecimento.
DL – Fora a poesia, onde o público
conhece mais seu trabalho?
CA – Desde a infância, eu falo
muito poesia. Sou um viciado
devotado. Participo extensamente
de leituras de poemas, assim
o meu trabalho pode ser encontrado,
eu diria, com regularidade
e particularmente, em recitais.
Além de oficinas de poesia falada
ministradas por mim e em
alguns sites ou blogs como abaetetubapara.blogspot.com, clickescritores.com.br, antoniomiranda.com.br e veropoema.net.
No Google encontram-se também
algumas informações.
DL – Dá para viver de poesia no
Brasil?
CA – Obviamente, não! A história
nos mostra que não dá para viver
de poesia. Não temos nenhum
poeta que tenha vivido ou viva
com ganhos extraídos exclusivamente
da poesia. Eu mesmo sou
um servidor público. Temos alguma
renda oriunda da poesia, mas
sinceramente dá apenas para tão somente
perambular pelas ruas.
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