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Pai
da literatura infantil
brasileira, o autor deixou
muitos livros e saudades
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O
dia 18 de abril foi dedicado ao livro nacional infantil. Por
uma razão simples e significativa: naquele dia nasceu
em Taubaté, interior paulista, o maior nome da literatura
infantil brasileira: José Bento de Monteiro Lobato.
Monteiro Lobato veio ao mundo em 1882. Com 18 anos, ingressou
na faculdade de Direito da Universidade de São Paulo,
começando a participar de grupos e jornais literários.
Retornou à sua terra natal aos 22 anos, logo após
diplomar-se. Foi nomeado promotor público de Areias,
interior paulista, onde se dedicou também a traduções.
É muito difícil encontrar um brasileiro que
não tenha ao menos ouvido falar em Monteiro Lobato,
ou que não tenha acompanhado pela televisão
alguns inesquecíveis capítulos de OSítio
do Picapau Amarelo. A história narra as travessuras
da Narizinho, seu irmão Pedrinho, Visconde de Sabugosa,
dona Benta, tia Anastácia e Emília, a boneca
de pano que era uma personificação perfeita
de seu criador.
A
extensa obra de Lobato representa o seu amor pelo Brasil e
os bons motivos que o levaram a tornar-se um homem público,
ferrenho inimigo dos maus políticos. A carta endereçada
ao presidente Getúlio Vargas, insistindo no fato de
que o Brasil tinha petróleo e que os benefícios
de sua industrialização e comércio deveriam
ser revertidos em melhorias ao povo brasileiro, causou-lhe
perseguições implacáveis por parte do
governo.
A briga pelo petróleo foi dolorosa para o escritor.
Getúlio Vargas não acreditou e mandou prender
Lobato. No cárcere, o pai de Narizinho recebeu a solidariedade
de centenas de pessoas que vinham visitálo e dizer-lhe
que foi uma injustiça a
sua reclusão.
O universo infantil
Bárbara Vasconcelos de Carvalho enfatiza que a obra
de Lobato é a mais abrangente, original e rica da literatura
infanto-juvenil brasileira. A estudiosa derruba a muralha
da parcialidade, tão sugestiva na opinião de
alguns teóricos.
Segundo ela, Lobato não teria feito uma perfeita fusão
entre pedagogia e fantasia e muito menos recriava seus contos
a partir da obra de outros autores, como acusaram alguns críticos.
Ele teria, sim, inventado todo um universo para os pequenos,
tendo em vista que sua inspiração foi a própria
criança, sua vivência, seus sonhos e seus brinquedos.
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